Arquivo de Agosto/2007

Tecnologia: Sensores full-frame e fator de crop

Com a chegada de novos modelos de câmeras com sensor FULL-FRAME, resolvi escrever este pequeno POST sobre o assunto, já de conhecimento de muitos, mas outros tantos tem dúvidas.

Os sensores das câmeras digitais SLR (Single Lens Reflex, ou simplesmente Reflex) variam em tamanho, de acordo com o fabricante e modelo. O tamanho dos sensores implicam em uma série de características na fotografia digital.

Os modelos da Canon, 1Ds MarkII, 1Ds MarkIII e 5D, e a Nikon D3, possuem sensor tamanho full-Frame. O que isso significa? Full-frame, em inglês, significa quadro completo, ou cheio. Este nome foi dado porque o sensor tem o mesmo tamanho do fotograma do filme de 35mm (36×24mm). Antes do lançamento do sensor full-frame, os sensores tinham um tamanho menor e não conseguiam usar toda a imagem que a objetiva captava.

image_circle1.jpg

A imagem acima demonstra bem o que acontece com os sensores. O circulo cinza representa a projeção da imagem da objetiva sobre o plano do sensor. O quadro azul claro representa o sensor full-frame, e o quadro amarelo, o sensor APS-C (22×15mm, utilizado pela Canon 30D, por exemplo). Como se pode notar, o sensor APS-C registra uma porção central da imagem, perdendo informação que a objetiva capta. A esta perda, ou corte na imagem, damos o nome “crop”. A proporção entre os sensores full-frame e o menor denomina-se “Fator de crop”. No caso das Canons, este fator é 1.6x, das Nikons geralmente é 1.5x.

É importante frizar aqui que o fator de crop NÃO é um “multiplicador de distância focal” da objetiva. Pelo fato do sensor de captar apenas a parte central da imagem da objetiva, temos a sensação que estamos usando uma objetiva com uma distância focal maior. Em uma Canon 30D (com fator de crop 1.6x), por exemplo, uma objetiva de 50mm dá a impressão de ser 80mm - 50 x 1.6 = 80. Apenas a impressão, pois em termos práticos, significa que a câmera capta uma cena menor, apenas isto. Profundidade de campo, deformações (em caso de grande angulares) e outras características óticas, continua sendo as da objetiva usada.

Conseguimos o mesmo resultado fotografando com uma câmera full-frame (como uma Canon 5D) e uma objetiva 50mm, e no Photoshop fazemos um crop central, na proporção dos sensores. A imagem obtida será equivalente a uma feita pela 30D.

Enquanto o fator de crop pode ser uma vantagem quando se usa teleobjetivas (uma 300mm “equivale” a uma 480mm), torna-se uma desvantagem quando usamos objetivas grande angulares, pois a cena captada é menor. Em eventos sociais, pra fazer fotos de grupo, por exemplo, é necessário usar lentes 17mm em câmeras com crop e 28mm atende bem numa câmera full-frame. Em retratos, temos que tomar cuidado, pois quanto mais angular é a objetiva, maior o risco de deformar o assunto, quando se fotografa de perto.

Os sensores full-frame tem uma grande vantagem: com área maior de captação de imagem, se consegue mais nitidez e definição da imagem. Comparando o sensor full-frame com o APS-C, de mesma tecnologia, mesmo fabricante, de mesma resolução, por exemplo 8Mpixels, o tamanho de cada pixel no full-frame é maior, resultado em melhor qualidade na captura, inclusive menor ruido em ISOS mais altos.

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Não é por acaso que a imagem de uma câmera DSLR é melhor que a de uma câmera digital compacta de mesma resolução, pois tem o sensor maior. Tamanho do sensor também influencia nas distâncias focais das objetivas utilizadas. Em câmeras digitais compactas, com sensores bem pequenos, usam-se objetivas super grande angulares, como 5 ou 8mm. Como resultado, não se controla a profundidade de campo, sai tudo no foco, mesmo quando não se deseja. Além disso, é muito comum vermos retratos com rostos totalmente distorcidos em câmeras compactas.

A contrapartida dos sensores full-frame é o uso de objetivas de melhor qualidade. Captando toda a imagem que a objetiva projeta, começa-se a perceber distorções, aberrações cromáticas, falta de foco e vinhetas nas bordas da foto, principalmente usando o diafragma mais aberto, o que quase não se percebe nas câmeras com fator de crop.

A regra é esta: câmeras com melhores sensores requerem objetivas de mais qualidade, caso contrário estaremos disperdiçando o que a camera oferece de melhor.

Técnicas: Fotometria com Flash

A fotometria quando se trabalha com flash é algo simples de se fazer, quando se conhece como a câmera fotográfica se comporta.

As câmeras digitais SRL, assim como nas analógicas da nova geração usam flash com tecnologia TTL. O que significa isso?

TTL - Thru the Lens (através da lente), ou seja, a câmera, juntamente com o flash, dimensiona a quantidade de luz (carga) será necessária para fazer a foto no instante em que o botão de disparo é acionado. Vemos apenas um disparo do flash, mas na verdade são dois, muito rápidos. O primeiro disparo, com um carga pequena, serve pra medir o quanto de luz será necessário para iluminar bem a cena, medição esta feita pelo fotômetro da câmera - através da lente! O segundo disparo é o definitivo, já com a carga dimensionada. Com isto se ganha na vida útil das baterias do flash.

O flash vai se comportar dessa forma em todas as situações, não importando se a câmera está em modo “P” (”automático”) ou M (manual).

Assim como o fotômetro da câmera imagina que a cena fotografada é cinza e tende a deixar tudo em tons médios, com o flash não é diferente. Ao ser feito o pré-flash, a câmera imagina que o assunto, ou cena está em tom médio, e vai fazer a foto sair assim.

Não muito raro uma foto sair subexposta ou “estourada”, devido a fotometria errada do flash. Em uma foto de casamento, por exemplo, temos a noiva de branco, e o noivo geralmente de preto ou outra cor bem escura. Quando fotografamos o noivo sem se preocupar com a fotometria, no pré-flash a câmera é informada que a cena é escura e tenta “clarear” mais, jogando uma carga maior de luz. Resultado: o terno sai cinza! e o rosto “estourado”. Com a noiva não é diferente, só que o oposto: o vestido sai subexposto, cinza.

Mas eu tenho que fotometrar pra usar corretamente o flash? Como contornar isto?

Existem duas formas:

1 - Compensando a intensidade do flash, na câmera ou no próprio flash, aumentando 1 ponto se o assunto é claro (vestido de noiva) ou reduzindo 1 ponto se o assunto é escuro (terno preto); ou

2 - “Enganando” o flash: geralmente o tom de pele é um tom próximo ao cinza médio. Então usa-se a pele para fotometrar. Aponte a câmera para o rosto da noiva (com o zoom da objetiva, por exemplo), pressione o botão de Exposure Lock (EL, ou * nas Canons). Com isto a câmera emite o pré-flash e faz e medição. Agora faça o enquadramento correto e dispare!

Simples e funciona!

WorkShop: Fotojornalismo em Casamentos

Em Florianópolis, dias 30 e 31 de outubro, para fotógrafos profissionais. Não percam!!

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Nikon D3 - Full Frame

Nikon D3 - Full Frame

O lançamento da Nikon traz o sensor FULL-FRAME, tão esperado para a marca. O novo sensor formato FX, de 12 Mpixels de resolução e “pixels grandes”, é capaz de alcançar ISO altos como 6400 até 26500, disponível no modo extendido (boost). Veja principais características:

- 12Mpixels
- Sensor FULL-FRAME FX
- Sensibilidade até ISO 6400, podendo ser extendido até 25600
- Visor de 3″ de 922.000 pixels + Live View
- 9 frames por segundo

Preço estimado: €5180

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Canon 40D

Canon 40D

18 meses (fev/2006) após lançar a 30D, a Canon anuncia a 40D. Com uma série de melhorias, podemos destacar:

- 10Mpixels
- Sensor DIGIC III
- Sistema de auto-limpeza
- Visor de LCD de 3″ com preview
- sRAW - um raw de menor resolução - 2.5Mpixels, entre outros.

Preço estimado nos EUA: US$ 1.200

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Canon anuncia a 1Ds MarkIII

Canon anuncia a 1Ds MarkIII

Canon anunciou na última segunda-feira sua nova top de linha: a 1Ds Mark III, que quebra a barreira dos 20 Mpixels em equipamentos do formato 35mm. Entre suas características:

- Sensor Full Frame
- Resolução 5616 x 3744 (21.1 Mega pixels)
- Sistema de auto limpeza
- 5 frames por segundo
- Visor LCD de 3 polegadas com preview

Preço estimado nos EUA: US$ 7.999

Muitos outros recursos foram incorporados na 1Ds Mark III. Leia mais >>>

Nesta batalha constante em se superar e superar a concorrência, os fabricantes lançam equipamentos cada vez mais sofisticados. Ponto positivo pra nós fotógrafos, que ganhamos em tecnologia e qualidade, mas precisamos tomar cuidado para não ficarmos obsoletos muito rápido!

Este é sem dúvida meu novo objeto de desejo!!! 8-)