Arquivo de Dezembro/2007

Presets para Lightroom - Grátis

A onOnesoftware que desenvolve plugins para Photoshop, está disponibilizando em seu site gratuitamente presets para Lightroom:

http://www.ononesoftware.com/photopresets-wow.php

Lightroom “altera” automaticamente a minha imagem?!?

Alguns colegas me perguntaram por que o Lightroom “altera” automaticamente a imagem ao visualizá-la. Estranhamente também notei isto e após pesquisa e uns testes, cheguei a uma conclusão:

A Canon tem parâmetros modificadores de imagem (Picture Styles) onde vc pode ajustar contraste, saturação, nitidez, fazer PB, sépia, etc na própria câmera. Por exemplo, se você selecionar o Picture Style Preto e Branco e fotografar em JPEG, a imagem é gerada em PB. Se fotografar em RAW, a imagem bruta é gravada intacta em cores, a prévia de visualizacão JPEG é gravada dentro do RAW em PB, e os parâmetros modificadores da imagem são gravados no metadata.

Ao visualizar a miniatura do RAW, o Lightroom está lendo o pequeno JPEG de visualização que a câmera gravou dentro do RAW, mas ao abrir em tamanho maior, o Lightroom ignora o Picture Style, lê o RAW puro e monta a imagem. Portanto, temos que tratar até chegar no ponto desejado.

Da mesma forma que o Lightroom, o Brigde visualiza o preview JPEG em PB, mas ao abrir o RAW, o Adobe CameraRaw também ignora o Picture Style e mostra o RAW em cores.

Um programa que visualiza o RAW com o Picture Style, como gerado na câmera é o DPP (Digital Photo Professional) da Canon, fornecido no CD junto com a câmera.

Canon 1D Mark III em ação

Primeiro evento com a 1D Mark III, eu estava ancioso pra testá-la sob as mais diversas situações e ver o comportamento dela nas diferentes exigências.

O principal aspecto testado foi o alto ISO. Trabalhei 90% do tempo em ISO 800, o resto do tempo em 1600 e 3200. O ruido em 1600 é comparável ao 400 nas 20D/30D e ao 800 da 5D. E em condições ideais de luz, o ruido em 3200 é bem aceitável, e trabalhando com o Lightroom sobre o RAW fica muito bom.

Abaixo seguem algumas imagens separei para análise, todas feitas com uma objetiva 24-70 f/2.8L Canon.

df-0058.jpg
ISO 3200 1/60s f/2.8 24mm

Esta foto ficou subexposta e puxei 1,5 pontos no Lightroom - repito - clareei 1,5 pontos de exposição e fiquei surpreso com o nível de ruído. Usei redução de ruido do próprio Lightroom, Luminance 51 e Color 25.

Veja abaixo o detalhe do cromado do parachoque (vcs verão inclusive meu reflexo :-) )

df-0058-3.jpg

df-01781.jpg
ISO 1600 1/125s f/2.8 24mm, sem flash

df-0190.jpg
ISO 3200 1/125s f/2.8 70mm - correção de WB e contraste no Lightroom

Durante a cerimônia usei praticamente o tempo todo ISO 800 com flash 580 EXII indireto. Em alguns casos, aumentei o ISO e desliguei o flash para ver a diferença:

df-0275.jpg
ISO 3200 1/100s f/2.8 43mm - sem flash, sem tratamento

df-0274.jpg
ISO 800 1/125S f/2.8 34mm - com flash, sem tratamento

Note nas duas fotos acima a diferença de luz - tons e contrastes. A igreja tinha uma iluminação razoavelmente clara, mas formada toda ela por lâmpadas fluorescentes. O casal ficou praticamente no contra-luz, pois a iluminação do altar era mais fraca que o resto da igreja. Como fotojornalista, eu prefiro tentar usar apenas a luz disponível, porém o contraste da luz não era bonito, além disso a fuorescente não produz um tom de pele agradável, mesmo acertando o white balance, o que me levou a dar o reforço com flash, assim o tom de pele ficou melhor. O restante da igreja ficou claro, mesmo com flash no primeiro plano.

Na decoração da festa a luz predominante também era a fluorescente. Desta vez usei o ISO 1600.

df-0362.jpg
ISO 1600 1/40s f/2.8 24mm

Durante a festa usei praticamente ISO 800 + flash. Em alguns momentos como na valsa, a banda jogou uma luz na pista e usei ISO 1600:

df-0525.jpg
ISO 1600 1/100s f/3.2 70mm - correção de -1 ponto exposição e WB no Lightroom

Uma das minhas fotos preferidas da noite foi esta abaixo. Note o brilho forte do neon dos colares. Estava muito escuro, as crianças estavam sentadas no palco, a banda estava atrás delas com uma luz bem fraca. Nestas condições foi muito difícil focar, tive que fazer foco manual. Devido a baixa velocidade (1/25s) e distância focal 60mm tive que segurar na mão e torcer pra não tremer.

df-0923.jpg
ISO 3200 1/25s f/2.8 60mm

O foco foi realmente o ponto mais difícil nesta foto. Da próxima vez vou tentar desligar o flash e só usar o feixe vermelho auxiliar de foco. Fica bem fácil ligar e desligar estas funções do flash porque a 1D Mark III controla totalmente o 580 EX II, inclusive as Custom Functions, que dá pra regular no LCD da câmera, como se fosse dela própria.

Em resumo, acho que o resultado foi muito bom. Acho que é possivel trabalhar em varios casos sem flash, desde que a luz do ambiente seja favorável - clara e bonita, com contrastes e reprodução boa de cores. As lâmpadas de tungstênio tem esta característica. Pena que a maioria de nossas igrejas estão usando as fluorecentes hoje em dia…

Fluxo Digital de Trabalho

O fotógrafo na era digital confrontou-se com uma nova realidade: o pós-evento dá bem mais trabalho que antes.

É fato que a fotografia digital trouxe agilidade, rapidez no aprendizado e incentiva a creatividade - pode-se tentar situações novas sem medo de errar. Ganhamos na liberdade de tratar e manipular nossas imagens e deixá-las com nosso toque pessoal. Isto por si só é fantástico. Temos um universo sem-fim de possibilidades.

Por outro lado, o pós-click - edição e tratamento - se concentrou nas mãos do fotógrafo. Se antes, numa segunda-feira, o fotógrafo deixava os rolinhos de filme para o laboratório preparar as provinhas, hoje em dia o trabalho de processar os milhares de clicks fica por conta do fotógrafo. Se não for ele próprio, será sua equipe.

Por isso não se deve pensar que o processo digital é mais barato. É mais ágil, mas não é mais barato. Antes tínhamos os custos do filme, revelação e ampliação. Hoje temos altos investimentos em câmeras que depreciam-se rapidamente, em cartões de memória, estações de trabalho, mídias de backup, softwares, treinamento de pessoal, etc.

A digitalização é um processo irreversível. Os mais céticos que acreditavam que tudo seria uma febre passageira tiveram que se curvar ao digital. Estas mudanças na realidade do fotógrafo o leva a metodizar o seu processo produtivo, o fluxo digital de trabalho, que nada mais é do que padronizar uma série de procedimentos para agilizar e garantir a qualidade de seu trabalho:

- Captura
- Download de cartões
- Backup
- Edição
- Tratamento
- Provas para o cliente
- Ampliações avulsas
- Montagem do álbum composite
- Backup e arquivamento final

Cada uma destas etapas é importante, assim como os softwares utilizados. Na minha opinião, uma das melhores ferramentas criadas para este propósito nos últimos anos é o Adobe Lightroom, um complemento importante para o Photoshop e que entra antes dele no fluxo digital de trabalho.

O investimento em conhecimento técnico - principalmente informática - é muito importante para o profissional que quer se manter no mercado. Aqueles que não migraram para o digital, ou que migraram e tem resistência ao lidar com a tecnologia, infelizmente terão muitas dificuldades no mercado.

Dica Lightroom: Histograma

picture-1.png

Esta dica é sobre o Histograma do Lightroom, no Módulo Develop. É possivel tratar visualmente uma imagem pelo histograma, um recurso bem legal, que está “meio escondido”.

Entre no módulo Develop (atalho D). O histograma está no lado direito, no topo. Passando o cursor do mouse sobre o histograma e você verá as seções dele sendo destacadas, mas claras. Cada seção (4 no total) corresponde a um cursor deslizante no painel Basic. Da esquerda para a direita: Black, Fill Light, Exposure e Recovery.

Com o cursor sobre a área destacada, click e arraste o mouse para a direita e esquerda diretamente sobre o histograma e o cursor correspondente no painel Basic automaticamente moverá. Interessante!

Workshop: Lightroom para o Fotógrafo Social

lr-floripa-0001.jpg

Bem legal foi a minha turma do workshop “Fluxo Digital com o Lightroom para o Fotógrafo Social” em Floripa, bem diversificada e participativa.

A maioria de Florianópolis, mas contamos também com a presença de participantes de Criciuma, Joinville, Blumenau e Marília, interior de SP. Alguns deles já estiveram presentes no workshop anterior, “Fotojornalismo em Casamentos, um Novo Olhar”.

Agradeço a todos os participantes desta edição!

Abs!

Entre várias técnicas e truques revelados, vimos como tratar esta foto…
rr2-0586.jpg

… para obter este resultado:
rr2-0586-2.jpg

Primeiros clics

imgl1412.jpg
Acima: 1/160 f/4.0 ISO 3200, lente 24-70mm f/2.8L em 57mm

Chegou! Após longa espera (22 dias pareceram eternidade) chegou da BH a 1D Mark III. Esta foto da caixa e o stillzinho improvisado é pra dar idéia de com ela se comporta em ISOs altos. As fotos foram clicadas em ISO 3200, com uma luz ambiente muito fraca (está chovendo lá fora) que entrava pela porta.

As fotos foram clicadas em RAW e não receberam nenhuma correção. Foram abertas no Lightroom 1.3 e exportadas para JPEG. Na foto abaixo, trabalhei com compensação de exposição em 2/3 de ponto (nota-se o celular acesso, um pouquinho estourado no visor e teclas). A primeira imagem foi reduzida para 450×300 pixels diretamente no LR e a segunda imagem é um detalhe em 100% da mesma foto, foi exportada em tamanho real e cropada no PS CS3.

Ainda é pouco para avaliar o potencial dela em um evento, mas me parece que a 1D Mark III em ISO 3200 se comporta como a 5D em ISO 1250 ou 1600, ou seja, um 1 a 1,5 pontos de ganho.

É um equipamento muito bom, uma delícia pra usar, leve (um pouco mais pesada que a 5D com grip, mas mais leve que a Mark II), robusta e muito rápida. Obturador faz um barulho bem diferente das 20D/30D/5D, mais leve e seco. Dá pra sentir firmeza no obturador de 300.000 clicks! O drive em 10 fotos por segundo parece uma metralhadora, hauauhuhuaa. É muito show!

Com 10Mpixels, é perfeita para fotojornalismo e eventos. Seu arquivo RAW tem 14Mbytes até maior que os arquivos da 5D, que tem 12.8Mpixels, pois contém maior informação da imagem, com 14bits por cor por pixel. Dá pra ter uma idéia de quantas cores ela captura por pixel? 16.384 tons de Red x 16.384 tons de Green x 16.384 de Blue = 4.398.046.511.104 cores!!! (em RAW). Além disso ela possui um modo “Highlight Tone Priority” que permite dar maior latitude tons claros, excelente para vestidos de noiva!

Não quero fazer um release completo dela, pois tem muita coisa ai na internet. Mais adiante vou postar mais amostras em eventos.

Abaixo: 1/50 f/2.8 ISO 3200, lente 24-70mm f/2.8L em 59mm
imgl1421-3.jpg

Recorte da foto acima em 100% no detalhe do relógio
imgl1421-4.jpg

Gerenciamento de cores

Entendendo o problema

No mundo dos computadores, textos, imagens, musicas, filmes, tudo é represen¬tado por cálculos complexos de uns e zeros.
A representação de um pixel, ou o menor elemento de uma imagem digital, é dada especificando-se 3 valores: a quantidade de vermelho (Red), verde (Green) e azul (Blue): o modelo de cor RGB. Com estes 3 componentes de cor é possivel formar qualquer cor. O preto é ausência das 3 cores e o branco é a presença das 3 cores.

Em uma imagem em formato JPG, onde a cor de cada pixel da imagem é representado por um número de 24 bits, correspondendo a 8 bits para cada componente RBG, temos 256 valores diferentes para o vermelho, para o verde e para o azul, variando de 0 a 255.

picture-2.png

As câmeras utilizando-se de filtros e registram a intensidade de cada um dos 3 componentes RGB. Os monitores de computador por sua vez para mostrar a imagem utiliza fósforos ou diodos emissor de luz das 3 cores e montam a imagem a partir dos componentes RGB.

O problema no gerenciamento de cores começa ai. Devido à contruções diferentes, cada dispositivo de captura, câmera ou scanner capta e representa uma mesma cor de uma mesma cena de maneira diferente. Assim como os dispositivos de saída (impressoras, monitores, etc) reproduzem cores diferentes para um mesmo valor RGB.

O primeiro objetivo do gerenciamento de cores é transformar valores incompa¬tíveis de RBG em um padrão que se possa associá-los a uma referência de cor como a percebida pelo homem, a aparência da cor. Para isso foram criados os perfis de cores, RGB (com variações como o sRBG ou AdobeRGB), CMYK, CIE Lab, entre outros.

O outro objetivo do gerenciamento de cores é garantir que as cores de uma imagem não se altere ao longo do processo desde captura na câmera, passando pelo monitor e a impressão ou a saída em papel fotográfico no laboratório.

Assim foi criado um sistema, conhecido como perfil de cor ICC (International Color Consortium), que diz como cada dispositivo interpreta a cor. Os perfis de cor permitem que programas como o Photoshop traduzam as cores que vemos na tela para as cores que serão impressas. Perfis de cores dos monitores dizem ao sistema operacional como mostrar as cores com mais precisão e perfis de cores de scanner e câmeras permitem que os passos seguintes do processo saibam como interpretar as cores da imagem original.

Espaço de cor

As câmeras fotográficas DSLR atuais são capazes de capturar cores em 2 espaços: o sRGB e o AdobeRGB, mais amplo, com maior saturação de cores.

picture-3.png

Um mesmo valor RGB, digamos 88/249/17, é interpretado de forma diferente nos diferentes espaços de cor. No AdobeRGB será um verde limão e no sRGB será um verde mais pálido.

88/249/17 em Adobe RGB picture-1-srgb.png O mesmo valor em sRGB

Os equipamentos dos laboratórios fotográficos tem perfis de cor baseados no espsço de cor sRGB. Isto significa que se enviarmos uma fotografia feita no espaço de cor AdobeRBG para ampliar ela sairá desaturada (lavada) e algumas cores, incluindo tons de pele serão alterados. É conveniente trabalhar com perfil de cores sRBG desde a captura, evitando surpresas.

Simplificando o Gerenciamento de cores

Para simplificar, é recomendado para o fotógrafo que visa ampliação em laboratório, trabalhar com espaço de cor sRBG durante todo o processo, pois o monitor e dispositivo de saída (laboratório fotográfico) trabalha com este espaço de cor.

Captura
Ajuste a câmera fotográfica para trabalhar no espaço de cor sRBG

Calibração do monitor
O tratamento das fotos será feito em nosso computador que deverá ter o monitor calibrado. Em termos práticos a calibração do monitor é o processo de fazê-lo simular com a maior fidelidade possível o resultado que teremos na ampliação fotográfica.

Uma ferramenta simples de calibração de monitor é o Adobe Gamma, que vem junto com o Photoshop e pode ser encontrado no Painel de Controle do Windows.

Uma forma simples de se fazer isto é ampliar no laboratório de sua confiança uma imagem de referência com bastante tons coloridos e tons de cinza, pedindo que não seja feita nenhum tipo de correção. Lembre-se de ajustar o perfil de cores como sendo sRGB (sRGB IEC61966.2-1) no Photoshop (Edit / Convert to profile / Destination Space: sRGB IEC61966.2-1). Se desejar use a imagem abaixo como referência:

http://www.andersonmiranda.com.br/workshop/PDI_Target_sRGB.jpg

Com a ampliação em mãos use o Adobe Gamma para calibrar seu monitor. É importante saber que a luz ambiente interfere no processo. O tipo de luz da sala, que ilumuna a foto de referência vai interfeir no resultado, portanto procura usar sempre a mesma fonte de luz para trabalhar.

O ideal é a calibração com instrumentos, como o colorímetro da Colorvision, com preços que variam entre US$80 e $280,00.

Referências:
http://www.adobe.com/digitalimag/pdfs/color_managed_raw_workflow.pdf
http://www.drycreekphoto.com/Learn/color_management.htm

É o fim do flash na igreja? Testdrive Nikon D3

É o fim do flash na igreja? - me perguntei ao ver este testdrive da Nikon D3. Infelizmente não fui eu quem o fez… :-(

O fotógrafo usou ISO 3200 na maioria do tempo e até 6400 na recepção. Quem tem curiosidade de ver como a nova top da Nikon se comporta num casamento usando ISOs altos, dá uma olhada:

http://cliffmautner.typepad.com/my_weblog/2007/09/ok-its-after-1a.html

RAW ou Jpeg?

Quando se deve fotografar em RAW ou JPEG? Qual a vantagem de se fotografar em um ou outro formato? Vamos entender melhor a diferença entre eles:

JPEG
• Imagem com formato universal que pode ser lido e visualizado por qualquer programa no mercado
• 8 bits por cor RGB = 24 bits por cor por elemento de imagem = 16.777.216 cores
• Arquivo compactado, como um arquivo ZIP, eliminando pequenas diferenças de tons de cores, conforme grau de compactação. Uma câmera de 8Mpixels gera arquivos entre 1 e 3 Mbytes
• tem menor latitude de tons (definicão entre os tons claros e os tons escuros)
• tem maior contraste
• tem “maior nitidez” (sharpen)
• pode ser utilizada imediatamente para impressão e publicação na internet
• pode ser manipulada, mas com perda de dados cada vez que é alterada, até mesmo quando é feita só a rotação, por exemplo
• processada pela câmera

RAW:
• Imagem que não se consegue visualizar em qualquer software, requer software específico
• Formato proprietário (com excessão do formato DNG da Adobe)
• 12 bits por cor RGB = 36 bits de cor por elemento de imagem = 68.719.476.736 cores
• Arquivo não compactado. Uma câmera DSLR de 8Mpixels produz um arquivo de aproximadamente 8 Mbytes
• dados completos do sensor da câmera
• imagem com maior latitude de tons
• imagem com menor contraste (aparência de lavada)
• imagem “não muito nítida” (sem sharpen)
• não é possivel ser utilizada para impressão direta da câmera
• arquivo só de leitura – alterações à imagem são salvos em um arquivo externo – XMP ou para um JPEG ou outro formato
• já é aceito em alguns casos em julgamentos como prova, pois não pode ser modificado
• processado pelo computador (que tem um poder de processamento muito maior que a câmera)

É melhor fotografar em RAW ou JPEG?

Deve ser considerado o tipo de trabalho a ser entregue. Imagens em RAW oferecem melhor qualidade para ampliações e uma margem muito maior para correções e tratamento, correção de white balance, etc.

Com JPEG se economiza cartão de memória, mas se perde muita informação da imagem que não consegue ser recuparada. Com o RAW, nós decidimos como a imagem deve ficar, no tratamento, e só depois a convertemos em JPEG, num processo não destrutivo, ou seja, conseguimos sempre partir de um original e criar variações.

Se num evento o cliente desejar, por exemplo, projeção das fotos da cerimônia durante a recepção, uma boa alternativa é fotografar em RAW+JPEG, e utilizar o JPEG para projeção e o RAW para tratar para o álbum.

Referência:
http://digital-photography-school.com/blog/raw-vs-jpeg/