Fluxo Digital de Trabalho

O fotógrafo na era digital confrontou-se com uma nova realidade: o pós-evento dá bem mais trabalho que antes.

É fato que a fotografia digital trouxe agilidade, rapidez no aprendizado e incentiva a creatividade - pode-se tentar situações novas sem medo de errar. Ganhamos na liberdade de tratar e manipular nossas imagens e deixá-las com nosso toque pessoal. Isto por si só é fantástico. Temos um universo sem-fim de possibilidades.

Por outro lado, o pós-click - edição e tratamento - se concentrou nas mãos do fotógrafo. Se antes, numa segunda-feira, o fotógrafo deixava os rolinhos de filme para o laboratório preparar as provinhas, hoje em dia o trabalho de processar os milhares de clicks fica por conta do fotógrafo. Se não for ele próprio, será sua equipe.

Por isso não se deve pensar que o processo digital é mais barato. É mais ágil, mas não é mais barato. Antes tínhamos os custos do filme, revelação e ampliação. Hoje temos altos investimentos em câmeras que depreciam-se rapidamente, em cartões de memória, estações de trabalho, mídias de backup, softwares, treinamento de pessoal, etc.

A digitalização é um processo irreversível. Os mais céticos que acreditavam que tudo seria uma febre passageira tiveram que se curvar ao digital. Estas mudanças na realidade do fotógrafo o leva a metodizar o seu processo produtivo, o fluxo digital de trabalho, que nada mais é do que padronizar uma série de procedimentos para agilizar e garantir a qualidade de seu trabalho:

- Captura
- Download de cartões
- Backup
- Edição
- Tratamento
- Provas para o cliente
- Ampliações avulsas
- Montagem do álbum composite
- Backup e arquivamento final

Cada uma destas etapas é importante, assim como os softwares utilizados. Na minha opinião, uma das melhores ferramentas criadas para este propósito nos últimos anos é o Adobe Lightroom, um complemento importante para o Photoshop e que entra antes dele no fluxo digital de trabalho.

O investimento em conhecimento técnico - principalmente informática - é muito importante para o profissional que quer se manter no mercado. Aqueles que não migraram para o digital, ou que migraram e tem resistência ao lidar com a tecnologia, infelizmente terão muitas dificuldades no mercado.

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